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Playback Podcast: Jessica Chastain sobre “Miss Sloane” e a depressiva eleição presidencial

Semana passada, Jessica participou da sessão de Podcast do site Variety, onde conversou com Kristopher Tapley e Jenelle Riley sobre o seu filme Miss Sloane e sobre a eleição presidencial dos Estados Unidos, confira abaixo trechos da conversa:

“Eu sempre pensei que Elizabeth Sloane nunca iria usar maquiagem, que usaria a mesma roupa por três dias” diz Chastain. “Eu apenas assumi que seria essa versão bagunçada de uma lobista. E então eu fui para D.C e falei com 11 mulheres. Eu notei coisas sobre como elas se vestiam. Tinha muito preto. Eu podia sentir que havia força em como elas mesmas se apresentavam ao mundo. Tinha um pouco de masculinidade, quase, como unhas pintadas de preto – sete entre as 11 mulheres que eu conheci usavam unhas pintadas de preto e tinha algo agressivo nisso. Eu olhei para as mulheres trabalhando em um campo, onde a maioria são homens e como elas se apresentavam. É como, elas querem que a sua energia esteja na sala antes delas chegarem. Elas querem que vocês escutem os saltos altos e vejam sua força quando elas entram pela porta.”

É uma liderança feminina forte em um momento em que as atrizes parecem constantemente lutar com a descoberta de personagens tão interessantes e dinâmicos (que não são definidos de alguma forma pelos homens em suas vidas). É esse padrão infeliz está crescendo cada vez mais, ou Chastain acha que as coisas estão mudando para melhor?

“”Eu acho que está ficando melhor”, diz ela. “Algo que eu percebi é que esta é a primeira vez que eu interpretei uma personagem principal em três anos. Eu fiz “Perdido em Marte” e “Interestelar” e “Um ano mais violento”, mas eu não tive um filme que fosse sobre a história da minha personagem em um longo tempo, e eu não sei se isso é porque não havia uma personagem que eu achasse que era certa para eu interpretar e que iria passar no teste Bedchel ou ser alguém que iria passar o status quo, mas agora estou percebendo. E agora estou em filmes como – “Woman Walks Ahead”, “Molly’s Game”, é diferente. ”

Seus pensamentos sobre a história da política americana:
“Não é deprimente?,” ela pergunta com um suspiro. “Estou tão deprimida, para ser honesta. Todos os dias eu nem quero ver as notícias. Acho que o que quer que aconteça em uma semana, nada será bom. A única coisa boa é que todo o discurso de ódio e tudo o que está acontecendo mostrou como o feminismo é importante e que somos um país muito, muito jovem, e temos muito a crescer e muito o que sanar. Acho que há alguns anos a maioria das pessoas era complacente e elas realmente não falavam tanto sobre racismo ou sexismo, e agora estamos falando sobre isso todos os dias “.

O áudio completo da entrevista pode ser escutado abaixo:

 

E as fotos feitas exclusivamente para o podcast já estão em nossa galeria:

Photoshoots/ Ensaios Fotográficos > Portraits > 2016 > Variety Playback

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