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MOLLY’S GAME | Primeiras reviews do filme

Com o início do Toronto International Film Festival, “Molly’s Game” foi exibido pela primeira vez para a imprensa, e as primeiras reviews do filme começaram a ser divulgadas. Traduzimos partes de algumas reviews para vocês:

Aaron Sorkin sabe muito bem como se promover, então não é nenhuma surpresa que sua estréia como diretor – surpreendentemente cinematográfica para alguém tão volúvel, na qual Jessica Chastain faz o papel de uma senhora envolvida com apostas chamada Molly Bloom, que construiu um império multimilionário do pôquer e atraiu muita atenção indesejada (boa parte devido a sua autobiografia intitulada “Molly’s Game“) – se iguala a uma série de monólogos rápidos, colocados um seguido do outro durante a maior parte dos 140 minutos. De qualquer forma, para um escritor acusado de misoginia no passado, “Molly’s Game” apresenta um papel feminino incrível – um arranjo denso, dinâmico e compulsivamente entretecedor, cujo papel principal faz uso do talento estratosférico de Chastain. Sendo mais um mágico do que um apostador tradicional, Sorkin tem muitos truques escondidos, porém nenhum deles mais eficaz do que sua escolha para protagonista: em um papel que era basicamente para ser interpretado pela filha de “Os Sopranos” Jamie-Lynn Sigler – a sexy e misteriosa mulher que organiza um centro de jogatina ilegal onde elite como Tobey Maguire, Leonardo DiCaprio e Ben Affleck supostamente apostavam – Sorkin acabou colocando Chastain no lugar, a vizinha ruiva que poderia se tornar presidente um dia. Chastain não faz o tipo, mas ela é uma estrela com instinto para bons projetos, e dessa forma, a personagem se adapta a sua pessoa, ao invés do contrário (a verdadeira Molly Bloom parecia mais a acompanhante que expôs Eliot Spitzer). “Molly’s Game” é o filme de Chastain, e ela mostra mais uma vez o que já vimos desde “Zero Dark Trinity” até “O Ano Mais Violento“: não importa o quão poderosos sejam os homens ao seu redor, Chastain é perfeitamente capaz de estar no controle – e isso não é para ser ignorado em uma indústria que apresenta um déficit de mulheres como modelos a serem seguidas em papéis exemplares (mesmo aqueles que tecnicamente quebram as regras). Chastain interpreta Molly com praticamente a mesma convicção com a qual ela interpretou uma poderosa lobista no ano passado em “Miss Sloane“. Mas a principal questão é, Molly é uma ótima personagem, e com a parceria entre Chastain e Sorkin, ela é interpretada com o mesmo vigor que é escrita.

Variety

 

Com Miss Sloane ano passado e  A Hora Mais Escura antes disso, Chastain é definitivamente em um momento de interpretar mulheres muito difíceis sem vidas pessoais (Miss Sloane pelo menos tinha um amante secreto), e a falta disso ou amigas mulheres (há somente funcionárias e empregadas) faz você se perguntar se Molly cortou sexo, romance e até mesmo amigos de sua vida; não há menção ou vislumbre de nada disso, o que dá a sensação de que ela é uma personagem incompleta. Ao mesmo tempo, Chastain é incrível em sua performance e demonstra tamanha força e atitude que cativam a quem assiste.

The Hollywood Reporter

 

Chastain, que interpreta Molly em pelo menos três partes diferentes de sua vida, não esteve boa assim desde A Hora Mais Escura. Quando Bloom foi perguntada quem ela queria que a interpretasse em um hipotético filme de sua vida, ela respondeu que “queria que seja alguém que é inteligente e obviamente talentoso com dimensão por que tem uma grande transformação de onde eu comecei até agora”. Ela conseguiu seu desejo e um pouco mais. Chastain arrasa através do papel com um confiança que comente os melhores atores conseguem fazer ser convincente: sua Molly é sempre a pessoa mais inteligente na sala, mas nunca insensível com o que está vindo em seu caminho. Decote à mostra e ela preside “a mais exclusiva do mundo, caverna de homem decadente”, Chastain mais uma vez interpreta uma mulher que controla o poleiro em um mundo cheio de homens.

IndieWire

 

A verdadeira estrela é Chastain, e ela é explosiva. Ela acredita na personagem com óbvia força. Mas você consegue ver a persistente necessidade de sucesso através de seus olhos, como se ela tivesse alguma coisa para provar. Chastain é uma das nossas melhores atrizes vivas, e ela interpreta fortemente uma personagem que vai de ingênua assistente a uma CEO confiante em um curso de duas horas e meia. Através de tudo isso, Chastain nos mostra o que uma “personagem feminina forte” se parece -um ser humano com milhares de emoções, não somente uma personagem feminina que é masculina ou durona.

Collider

 

Grande parte do lado familiar, paternalista, mansplainy* e chauvinista de Sorkin é evitado em Molly’s Game, porque ele parece genuinamente admirado por essa singular personagem americana. Bloom aprendeu o negócio do poker quase todo por acidente, mas ela provou – assim como ela tinha feito com a maioria das coisas em sua vida, ser pré-naturalmente adepta a negociar os contornos e a física desse mundo semi-sórdido. O que dá a Sorkin a oportunidade de escrever uma grande quantidade de ricos discursos para Chastain lacerar. Ela faz isso com uma firmeza focada e engraçada. É o seu melhor papel desde Histórias Cruzadas – sim, melhor do que A Hora Mais Escura. A questão com Jessica Chastain é que ela é, nos méritos técnicos, uma boa atriz. Mas ela é tão estudada, tão séria em sua abordagem ao material, que às vezes você pode ver todos os exercícios da sala de aula em sua atuação. Ela simplesmente se importa muito, e quando é entregue a ela um roteiro que não é igual as suas habilidades – ou seja, quando todo o seu trabalho cuidadoso sobrecarrega a escrita delicada – há uma vigorosidade em suas performances. Não é que ela seja ruim em coisas como Miss Slone ou The Zookeeper’s Wife, é só que ela parece quase que como escolha – uma atriz muito urgente e diretiva para projetos que não conseguem suportar esse tipo de comprometimento. *mansplaining: o termo, que vem do inglês, quer dizer algo como “explicação masculina”. Definida como “explicar algo a alguém, normalmente um homem a uma mulher, de maneira considerada depreciativa ou paternalista.

Vanity Fair

 

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